quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O sorriso das Margaridas

Participei nesta quarta-feira, em Florianópolis, juntamente com o Rodolfo Zenere da Coordenadoria aqui de Joaçaba, de uma solenidade em homenagem aos  funcionários da FATMA em comemoração ao dia do Funcionário Público. Mesmo com mais de quinze anos de vivência direta com a função estatal e experiências adquiridas nos Poderes Legislativo e Executivo, afirmo que de lá saí com muito mais admiração e respeito pelos Servidores Públicos em todos os níveis.
 
Enquanto ocorriam as homenagens e pronunciamentos fiquei observando a feição daqueles que dedicam e vivem sua vida em função de prestar serviço ao público e que, naquele momento, estavam recebendo a honraria. Foi fascinante! Tentei em tempo fazer um reexame na minha consciência de quando comecei a perceber a importância do servidor público para minha vida e logo veio a lembrança a figura da Zoire Zanata, que era servidora da Prefeitura de  Joaçaba e, por anos, do mesmo jeito, atendia indistintamente à todos. A Marilene Carvalho, que por anos foi bibliotecária; as margaridas que faziam a varredura da rua sete de setembro e quando percebi, o filme havia muito rápido e eu estava atônico olhando para o Presidente Murilo Flores.

Todos sabemos que com a chegada da Família Real Portuguesa, iniciou-se a constituição da máquina administrativa do estado e que nestes duzentos e poucos anos de funcionalismo, mesmo com as trocas de governos, de regimes que vieram e passaram, lá estavam e permaneceram os funcionários públicos. Hoje, o cargo de funcionário público é muito cobiçado e a cada novo concurso milhares de pessoas buscam uma vaga em instituições de diversas entidades da Federação para compor um grupo das melhores cabeças, das pessoas mais preparadas e competentes do país.

Mesmo diante dos questionamentos diários da ineficiência, do descaso ou de condutas questionáveis de maus funcionários públicos; embora também saibamos que isso ocorre em todas as atividades profissionais - mas que reconheçamos a existência deste tipo de problema na área pública, tenho a convicção plena de que os funcionários públicos são movidos pela paixão, pois quem entrou no serviço público e lá ficou, foi porque algo o segurou.

Falo de paixão pelo coletivo, de servir os outros e não pela busca de números no balanço patrimonial ou de a qualquer custo obter um faturamento superior na empresa ao final do mês. Falo de solidariedade, de impessoalidade, de tarefas árduas como a de dizer Não. Falo da história que nos mostra estes funcionários como os grandes responsáveis pela manutenção e organização dos serviços prestados pelo Poder Público e que são indispensáveis para nossas vidas.

Falo do sorriso das Margaridas. Daquelas simpáticas senhoras que com uma vassoura de aço e um carrinho sobem ladeira cantando e varrendo a rua debaixo de sol a pino como se não existisse problemas em suas vidas. Nunca vi nenhuma delas sem estarem desabrochadas!

Por isto tudo, Parabéns pra você, o bom Servidor Público que carrega o Serviço Público nas costas que cuida do Estado e sonha por um Brsail melhor!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Vamos desenterrar o Sapo!

Durante um roteiro de visitas que fiz na última semana no interior de Joçaba posso afirmar que fiquei orgulhoso por aqui viver e ter minhas raízes, pois embora saibamos que nos últimos anos a atividade agrícola não tem tido por parte do Poder Público Municipal o atendimento e incentivo necessário para garantir as condições ideais de produção e comercialização, a classe rural por conta própria e com muita determinação diante de tantos obstáculos para produzir, faz acontecer e as atividades agroflorestais em nosso município dão exemplo de manejo e resultados.

Após um roteiro extenso de visitas técnicas no interior, acompanhei a vistoria de um projeto para ampliação de um aviário em uma propriedade na Linha Ficagnha. Ao chegar fui recebido com alegria pois tratava-se de uma família já conhecida de minhas andanças e como não sou de muita proza fiada, partimos para conhecer o empreendimento que ainda não tinha a terraplenagem concluída. Enquanto os técnicos faziam a inspeção necessária, obtive do proprietário algumas informações sobre sua obra e projetos futuos.

Tratava-se de uma característica pequena propriedade rural, com área inferior a 50ha e com mais de 80% da renda familiar proveniente daquela atividade. Perguntei como estava a renda dos lotes de frango e com ar de satisfação com gosto de quero mais o proprietário me respondeu um “não tá de tudo ruim”. Avançamos na conversa e enquanto rodeávamos a área vistoriada fui surpreendido pela informação que não tivera nenhum apoio da Prefeitura para seu empreendimento. Perguntei sobre a terraplenagem, horas máquinas ou ações do gênero... Já gastei 7 milhão de máquina até agora, ninguém olha pra gente, parece que tem um sapo enterrado na Prefeitura! Foi a resposta sincera que obtive e me calei.

Saímos de lá com o dever cumprido pois encaminhamos o processo para o devido licenciamento ambiental de ampliação da atividade, mas eu saí pensativo com o tal de sapo enterrado, porque ao tempo que parece ser um grande problema, uma blasfêmia, um feitiço, me parece ser muito fácil para deseterrá-lo e começar uma nova fase de desenvolvimento e respeito a quem produz nesta terra.

Até  hoje não entendi porque o óbvio é difícil de fazer. Creio que se o poder público fizesse óbvio, as coisas simples, aquilo que todos sabem no dia a dia mas ninguém faz, iniciaríamos um processo de descomplicação do serviço público e viveríamos um momento ímpar de nossa história.

A função administrativa, não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros. Eficiência é o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno princípio da função administrativa.

A eficiência no setor público é uma exigência da nova tendência mundial em atender os interesses coletivos de forma célere e com resultados efetivos. Se aqui em Joaçaba implantarmos uma gestão que planeje, desenvolva e execute suas funções de forma eficaz e com mais efetividade, não tenham medo – Desenterramos o sapo!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Raul, o nene gente séria

As lembranças de momentos ou fatos vividos em nossa infância, por incrível que pareça, ficam indelevelmente registradas em nossas memórias, mesmo que no momento em que vivenciamos tal situação não damos a importância devida para o acontecido. Digo isto porque em visita a Campos Novos nesta semana reportei-me ao passado, precisamente na comunidade de Serraria Weiss, distrito do Espinílho, localidade onde meu pai era produtor rural e minha família tem grandes momentos de sua história.

Em tantas idas e vindas em companhia do seu Nico, lembro como se fosse hoje de um final de tarde aonde íamos, em um Fusca, - minha mãe, meus três irmãos mais velhos e eu – passar o final de semana na Fazenda São João para acompanhar a colheita da soja. Logo que saímos da estrada principal de Campos Novos rumando ao Espinílho, nos deparamos com uma bela colheitadeira amarela na lavoura e uma caminhonete em suas proximidades. Ao parar o carro meu pai indicou que lá estava seu Raul, com quem teria que falar.

Como nossa colheitadeira era vermelha, fiquei ansioso para conhecer o tal Raul, mesmo porque havia uma pintura com dizeres na lateral de sua máquina que me chamava a atenção - Granja Furlan. A conversa entre eles demorou um pouco, lá estavam a Nadja e o Raulzinho, eu aproveitei a parada para a bagunça nos campos colhidos e quando seguimos viagem meu pai exclamou: Este homem é gente séria!

Passou o tempo e quisera o destino que Seu Raul me colocasse na vida pública. Filiou-me no PMDB, me incentivou e apoiou fielmente nas minhas três disputas eleitorais, colocou-me em contato com as principais lideranças do nosso Partido no Estado e demonstrou-me com sua participação nas gestões administrativas que exerceu o verdadeiro espírito de um homem público.

Como Vereador e Prefeito de Joaçaba, suas ações passam desde o início das tratativas para implantação do sistema de esgoto sanitário, a escrituração da doação do terreno da FUOC, hoje UNOESC, a construção da Rodoviária, do Hemocentro, do Distrito Industrial, a instituição do Fundo Municipal de Saúde e tantos legados até a elaboração com a comunidade e aprovação do Plano Diretor de Joaçaba, pois entende que o povo deve ter voz ativa na administração municipal. Como Presidente da CIDASC, teve a gestão marcada pela conquista do atestado de território livre de febre aftosa sem vacinação, enfim, eu poderia enaltecer sua participação em tantas esferas e funções de governo que engrandecem nosso partido, nossa militância, seus familiares e amigos.

Os que desfrutam mais intimamente da convivência com Seu Raul, sabem que é um político sem ambições, pai de família com atuação humanitária silenciosa em atos de solidariedade e defesa dos que sofrem desamparados com os dissabores da vida, um administrador que modernizou a gestão de Joaçaba e um líder partidário, um verdadeiro comandante que, enfrentando tempestades de todo tipo, fixou um rumo para a navegação política do PMDB em nossa região.

Mais de duas décadas depois, reflito profundamente sobre as palavras de meu pai, que hoje me soam com um tom de imensa saudade, mas as quais perfeitamente entendo a essência do seu dizer: Raul Furlan, gente séria!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Frentão de 800 em 15...

Quando eu voltava ontem de Florianópolis na companhia do Armindo, da Roseli e do Junqueira, perguntei sobre o tema que seria interessante abordar nesta semana aqui no blog, porque como estou disciplinando-me para escrever sem antecedência e diante dos inúmeros acontecimentos nos bastidores políticos dos últimos dias, eu não havia até então traçado o tópico do texto dessa semana.

Como sugestão, o Armindo indicou para que eu relatasse nossa viagem de 800 km em 15 horas! Achei que a combinação de 15 horas não fora casual, pois também fomos tratar de política em Florianópolis. 15 é o número do PMDB, que está com uma disposição clara de reestruturação partidária para o pleito de 2012 e deverá a partir de sábado contar com mais de 800 filiados em Joaçaba.

Diante das coincidências fiquei convencido de que deveria falar sobre nossa viagem!

Saímos com destino à Capital por volta das 6:00 horas, na expectativa da audiência com o Vice-Governador e presidente do PMDB em SC, até então marcada para o meio dia. Entre retas e curvas da estrada, uma conversa e outra, chegamos ao dito Frentão Político que se vislumbrou no final de semana. Legitimado e oficialmente, segundo o presidente Zé, ninguém do PMDB deveria tratar disso. Escrevi Frentão maiúsculo pelo tamanho da afronta com gosto de gregarismo dominador para aqueles que esperam uma solução rápida para as decepções que a história nos tem reservado, mas que não tem retração à discussão e ao embate democrático de cara limpa e com definição política clara - que é o único meio de viver na essência a democracia – é o que o tal do Frentão está me parecendo.

Escrevo isto, pois como homem público receio que o subjetivismo é muito perigoso de praticar, principalmente na atividade política, porque achar que tal coisa é boa e certa – mesmo que com toda boa vontade do mundo-, mas sem pensar a sério se aquilo é realmente bom e certo, é extremamente perigoso. Todos nós já vimos na TV os espetáculos de uma imensa boiada, onde vaqueiros ágeis tangem o gado, e na frente um deles – o ponteiro carrega o berrante, que com um som rouco e bem lamentoso, faz com que a boiada inteira se movimente. Há muitos homens e mulheres que têm alma de boi e pensamento de boiada, que não seguem a voz da consciência, mas obedecem cegamente ao som do berrante que buzina mais alto, achando estarem na onda, na moda, na indicação de pesquisas, etc...e posteriormente reconhecem o erro cometido por achar que estavam fazendo o melhor. O erro da boiada que segue o berrante é o abate! E a conseqüência do erro na decisão política?

Nossa viagem serviu para reconhecer a existência de uma pluralidade de opiniões discrepantes em relação ao processo eleitoral do ano que vem, de reafirmarmos o compromisso de nosso partido com o município de Joaçaba visando à promoção da política em sentido amplo, que visa o bem comum e também de termos conseguido o consenso de que o PMDB não deixará se cooptar pelo ponteiro da boiada ou seguirá o som do berrante, mas sim ouvirá sua brava militância para que muitos 800 km sejam rodados e o nosso 15 fique cada vez mais fortalecido em sua unidade.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Salve o Manda Brasa!

Me atenho esta semana a falar um pouco do meu partido, porque diante do prazo findo para a dança das cadeiras nos partidos políticos que se encerra no próximo dia 07, são inevitáveis as discussões  em nossa cidade sobre o desenrolar desta etapa de articulações que culminará no pleito eleitoral de 2012. 

Como toda sociedade é testemunha, o PMDB nasceu em nome da democracia e liberdade, sendo o partido das grandes causas nacionais. Em todos os momentos de transformação da sociedade brasileira nos últimos 45 anos, nossa legenda esteve sempre na linha de frente para defender os interesses do povo brasileiro. E o fez porque soube interpretar o sentimento popular!

Nesta ótica eu poderia descrever alguns fatos da história política de Santa Catarina que possam estar fugindo de nossa memória - principalmente da minha, pois não tive o privilégio de vivênciar os mais importantes devido a idade, mas que apaixonadamente pesquisei ao longo de minha vida pública e sei que marcaram a relação de compromissos do MDB com nosso Estado, como a eleição do Governador Pedro Ivo Campos em 1986, que derrubou as forças oligárquicas que dominavam Santa Catarina. Mas quero concentrar-me um pouquinho em nossa cidade, em nossa realidade.

O PMDB se confunde com a história de Joaçaba! Não falo somente de histórias de administrações do município que por mais de 20 anos teve a participação de bravos companheiros à frente da Prefeitura Municipal firmando suas competências na administração pública, mas sim de resgatar nos 45 anos, a história de homens, mulheres, guereiros, injustiçados que militaram no partido, devolvendo-lhes o reconhecimento pela conquista deste referencial da política joaçabense chamado PMDB. Falo de histórias de vitórias como as eleições 1988, de batalhas como as eleições de 2000 e de traições como as vividas em 2008. A história do MDB é a história de seus fundadores, de seus militantes que envolvidos no espírito libertário e democrático, honestamente lutam por essas verdades até hoje e, com toda maturidade política reconhecem que já fizeram muito por Joaçaba, mas não fizeram tudo. 

É possível que o PMDB tenha exagerado no seu compromisso com a governabilidade de Joaçaba, mas temos consciência de nosso tamanho e de nossa importância, e sabemos que, em muitas ocasiões, como a que vivemos administrativamente em nosso município, só o PMDB pode sustentar a governabilidade, ou inviabilizar o governo. Apesar de tudo, tem prevalecido internamente a posição responsável de garantia das mínimas condições administrativas, mesmo com desgaste e dificulades internas.

Estamos cheios de energia e coragem para enfrentar os novos embates que se avizinham. Como um bom esportista, o PMDB não se conformará em participar do jogo no banco de reservas. Buscaremos, em breve, chegar ao governo para implementarmos nosso programa de ações e colocar em prática em nossa cidade as mudanças que estamos defendendo há alguns anos.

Nosso desafio é construir uma sociedade para todos com a retomada do desenvolvimento. Para esse desafio o Manda Brasa se ergue e, certamente, escreverá novas páginas de História em benefício de Joaçaba.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pão e Circo

Nas aulas de história que tive com a professora Sirley, lembro-me bem do mapa da europa que, com majestosa prática, ela desenhava e com grande realce fazia surgir uma bota indicativa de um país chamado Itália. Este país nos era apontado como a procedência de nossos ancestrais, o berço de uma civilização histórica e heroica, que deixou um legado cultural, científico e artístico para toda humanidade, principalmente por abrigar uma pequena cidade que tornou-se um dos principais impérios da antiguidade – Roma.

Pena que nós crescemos! A Itália dos que mamavam nas tetas da loba, do Nero - foguista e dos navios que vieram para o Rio Grande não é mais a mesma. A Roma dos gladiadores e dos imperadores ficou para trás, e com a vida aprendi que muitos fatos desta história eu deveria descobrir sozinho, pois nossas aulas não contemplavam tempo necessário para tanta informação, mesmo que nossa professora quisesse repassá-la. Putz... Por que sou tão curioso? Ao passar do tempo descobri uma tática fantástica que era praticada pelos generosos Imperadores ao povo Romano. Uma coisa sábia, tão sábia que copiamos na íntegra e praticamos até hoje cerca de 1.500 anos depois do fim daquele império. Eis a Política do Pão e Circo!

Com o crescimento urbano de Roma surgiram também os problemas sociais. O desemprego era latente e esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Claro, preocupado de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo, que consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Que beleza!!! Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios como o Coliseu em Roma, onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta e a insatisfação popular contra os governantes, e para o imperador esse contato com o público era importante, pois ele não corria o risco de isolar-se e o público o aplaudia em cada aparição.

Claro que um pouco desta tática que considero mera coincidência, mas, praticada em alguns governos, veio no sangue romano por navio, outro pouco por influência de Maquiavel, que relembrou aos governantes de como enganar a plebe, nós, o povo, mas que com o nosso jeitinho romano/brasileiro de ser, aprimoramos e transformamos no churrasquinho de final de semana, da peladinha com o “xixo” e o choppinho ganhado de um patrocinador aqui e ali, das canções em palcos improvisados, do remedinho levado em casa, do mate lavado que nossa sociedade geneticamente aderiu.

Na sociedade organizada ou em nosso convívio mesmo, deixamos de discutir questões primárias de desenvolvimento, de políticas públicas em todos os níveis de atendimento, de geração de emprego, investimentos, de vida em comunidade, pelo simples fato de nos contentarmos com o circo! Temos o circo, somos os palhaços e o pão se ajeita.

As conseqüências e o custo desta política para Roma foram enormes, os impostos foram elevados, sufocaram as finanças do império e o último imperador foi deposto em 476 d.C.

As conseqüências desta política para Joaçaba... Uffa! Quase escrevi bobagem – ainda bem que ela não chegou por aqui e nós somos bem diferentes dos romanos!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Chamo-me agora www.marcosweiss.blogspot.com

Por várias vezes pensei que jamais entraria no Orkut, Facebook, Twitter ou que criaria um blog... Claro que dá pra ficar fora dessas "redes sociais", mas sinto-me isolado como aqueles que no âmbito individual se fecham para outras pessoas, pois a falta de tempo, a expansão dos meios de comunicação e os sabores da internet o impedem do contato com os outros. Sinto-me isolado, pois tenho muito contato com as pessoas, com a família e pouco com a internet... Pode? Quando eu estudava moral e cívica na casa da minha avó, eu imaginava o futuro ou sonhava com o lugar aonde chegaria ou seria este futuro, não passava pela minha cabeça que ele nunca chegaria ou que morreria num processo de mutação pelos avanços da tecnologia, da ciência e da internet, que instantaneamente me trazem as respostas necessárias para tudo, tudo, tudo - acabando com as delícias das descobertas compassadas da vida. Sou um moderno da geração de 80 que acompanhou as rodas sociais da época onde as senhoras se reuniam para o chá das sextas-feiras e nós marcávamos as festinhas americanas com um mês de antecedência. Hoje, alguns anos depois, as rodas sociais se mantêm através da ótica, da fibra ótica, que de tão extraordinária que é, até compra no Paraguai ou promessa se faz e se paga através dela!

Fiz esta introdução para comunicar que estou entrando na rede. Preciso sair do isolamento e me comunicar com amigos de Twitter, Facebook... Preciso escrever para o blogspot, expor minhas opiniões de cidadão, empresário, pai de família e homem público, para registro no instante passado, tentando contribuir para o crescimento e fortalecimento de nossa sociedade, para quem sabe no futuro fique gravado em algum servidor, pen drive ou chip da vida, valendo aí para a lembrança dos que comigo convivem.

Quero viver esta exposição virtual da mesma maneira que tenho agido no meu dia a dia, com ética, respeito, solidariedade, superação de desafios, obsessão pela democracia e eficiência do ente estatal, da defesa da pólis e dos princípios fundamentais de nossa Constituição, abrindo um debate construtivo em nome do desenvolvimento de nossa cidade, de nossa cultura, de nossas crenças, enfim, de nossas vidas, aprendendo que temos que celebrar as imparcialidades, porque só o imprevisto é gostoso!

Bem, amigos, como sou um cara disciplinado e tento ser o menos furão possível, tenhamos a quarta-feira como dia semanal de postagem e atualizações aqui no blog, lembrando que na quinta que seria um bom dia também, temos a edição semanal do Jornal Cidadela e eu não seria petulante ao ponto de deixar de ler a opinião do Mário e dos demais colunistas para escrever aqui!

Nesta grande vitória da democracia nas redes sociais eu resolvi dar meus primeiros passos que começam hoje. Vou correr atrás! Não se preocupem, sou persistente e agora me chamo www.marcosweiss.blogspot.com.

*Apesar de hoje ser terça-feira, o dia "oficial" de postagem será a quarta-feira. Espero que gostem, amigos.