quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Quanto custa o Prefeito?

Estive algumas vezes na Prefeitura na semana que passou para tratar de questões particulares, mais precisamente sobre questões da empresa que sou cotista, pois estávamos alterando a localização da Funerária Frei Bruno visando a adequação da mesma à legislação vigente e, embora estive lá como empresário e contriubuinte, inevitávelmente fui abordado e conversei com servidores sobre questões políticas e administrativas.

Ao tempo que tenho a condição de conhecer a maioria dos servidores e com diálogo franco expor meus pensamentos sobre a administração municipal, tenho também a consciência de que meus 15 anos de vida pública colocam-me na obrigação de atentamente ouvir os clamores e sugestões daqueles que sabem muito e podem contribuir significativamente para qualquer governo mas que na prática são preteridos e considerados um entrave para a gestão.

Entre choros e risadas chegamos a uma grande equação: Quanto custa o Prefeito?
Isso mesmo! Quanto custa para nós, povo, contribuinte, o Prefeito que é eleito por nossa democrática escolha e que deve governar de acordo com os princípios da administração pública nossa cidade?? Matematicamente os números assustam, porque em 48 meses de mandato com proporcionalidade de férias, décimo terceiro salário, encargos, diárias e  telefone, chegamos ao montante superior a R$: 1.200.000,00 de “custo prefeitável.”

Achei a fórmula do chutômetro que usamos muito interessante e mesmo num fim de expediente de uma sexta-feira com pendências e compromissos no final de semana, fiquei debatendo comigo mesmo a questão, porque embora seja plausível a equação que demostra uma aproximação da realidade financeira do custo do Prefeito, não é este resultado o mais significativo e comprometedor de uma administração e do futuro de um município.

O lamentável é o custo prefeitável que não podemos mensurar, porque está demonstrado nos indicadores do IDH, nos parâmetros de desempenho de nossa economia, da construção civil e dados sociais. O custo prefeitável está escancarado na falta de planejamento histórico que impossibilita o desenvolvimento ordenado e que freia os investimentos privados para geração de renda. O custo do Prefeito é a falta de orientação para a realização de algo em benefício da sociedade, oferecendo um caminho a ser seguido. O custo do Prefeito é a inércia para a governança pública, que com a participação de diversos atores deveria ser “ele” o orquestrador do desenvolvimento, da gestão de políticas públicas e do provimento de serviços.

Por sua vez, acho que vale destacar que, como vivemos pacíficos com o resultado do “custo prefeitável” que não nos inconforma, pelo menos saibámos que o conceito de capacidade está diretamente relacionado com o conceito do desempenho que almejamos, ou seja, o desempenho é resultado da capacidade.

Como parece ao longo do tempo que a Prefeitura tem mel e está tudo sempre bem, uso para encerrar uma das frases de Sócrates, um dos mais importantes filósofos da antiguidade.

“Não penses mal dos que procedem mal; pense somente que estão equivocados”

4 comentários:

  1. Penso que o grande desafio do administrador é fazer o povo participar da gestão, indicando a melhor forma de emprego do dinheiro público que apresentará a mais rápida solução para os problemas da comunidade. Afinal, o que é bom para um pode não ser bom para a cidade.

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  2. O custo prefeito de R$ 1.200.000,00 é muito baixo, se comparado com o preço da incopetência, dos superfaturamentos, enfim, da má gestão que o município vem passando hoje. Temos que ter um prefeito competente, honesto, comprometido com a população.

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  3. Sabemos que os subsídios pagos as pessoas eleitas são infinitamente inferiores aos gastos efetuados na campanha. Estudos indicam que o custo médio para participar de uma campanha para prefeito gira em torno de 14 dólares por eleitor. Alguns candidatos, para ter mais chance de vencer a eleição, aceitam dinheiro de pessoas que tem interesse em implantar determinado serviço no município. Tal pratica incentiva a corrupção e prejudica investimentos no município. A solução para resolver o problema é o financiamento público de campanha (exclusivamente).

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  4. Acredito que não exista solução para o poder público sem planejamento, sem responsabilidade, comprometimento, sem respeito como que depositou toda a confiança no seu candidato eleito. Mas lembre-se que tudo isso faz parte da educação da população, nas escolas e principalmente em casa. Em fim apesar de tudo ser adverso sempre acredito que possa melhorar. Candidatos a prefeito ABRAM O OLHO para não caírem na mesma armadilha que todos os prefeitos de Joaçaba salvo raras ecessões caíram. SER PREFEITO NÃO É PRA QUALQUER UM!!!

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